Num tempo em que todos os barcos no mar se afundam, que todos os barcos no porto são desmantelados, ficando impossibilitados de navegar, num tempo em que teu estaleiro se preparava para lançar todos os seus projectos o mar revoltou-se o mar mudou sua direcção, do nada esse mar cheio de vida cheio de esperança cheio de abundância, esse mar se tornou num deserto imenso, num deserto sem oásis, num deserto onde parecia não existir nem um rasgo de vida, nem o mais maléfico dos escorpiões por lá se encontrava, num tempo em que alicerces de teu estaleiro sedem, se afundam e caiem, num tempo em que teu estaleiro não tem mais forma de suster, ele cai, fica sem qualquer alicerce desmorona, num tempo em que te perdes nesse deserdo, onde te encontras sem fundamentos, sem significados, sem projectos, sem embarcação alguma, sem mar.
Num deserto de caminhos de soluções de alternativas, num deserto inabitável num deserto onde o que vez seja que direcção olhes é um infinito caminho para o nada, num deserto deserto, num deserto onde ainda assim sem veres mar, sem qualquer barco, sem qualquer alicerce, sem qualquer hipótese de navegares sabes que o mar virá e que teus alicerces se erguerão novamente mais fortes e profundos que nunca, sabes que teu estaleiro em breve terá novos projectos e novos horizontes e sabes que o mar virá, um mar rico e cheio de verdadeira abundância, não uma abundância aparente ou ilusória, uma abundância pura limpa rica saudável. Mar de água cristalina.
Mais do que uma esperança uma certeza, o mar virá, mais do que uma duvida uma convicção, mais que tudo, uma verdade.
E eu digo "MAR À VISTA".....
domingo, 5 de outubro de 2008
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